Quem sou eu

Blog relativo ao Prêmio dos jogos de Tabuleiro (JoTa) premiojota@yahoo.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

As coisas estão acontecendo...

Águas paradas muitas vezes são fundas...
Pois é isso mesmo que posso dizer em relação ao JoTa...
Estamos a mil nos bastidores...
A comissão diretiva atual: Bira, Tola, Cacá, Flávio Jandorno, Fel Barros, Filipe Cunha, está trabalhando a todo vapor no intuito de corrigir a rota do prêmio no que tange a categorias, abrangência, comissão de indicação, prêmio da crítica, trabalhando a imagem do logotipo entre outra cositas mais...
Aguardem...
Valerá a pena...
Braços,
Bira

sábado, 3 de outubro de 2009

Race for The Galaxy...carta pra voce...

O melhor jogo de cartas:
Race for the Galaxy


Pois agora finalizando mais uma etapa do Prêmio JoTa apresentamos nas palavras do Luis Magalhães (Tistu) o jogo vencedor na categoria jogos de cartas... deliciem-se com a resenha do amigo:

"Quando li o post sobre a Rio Grande Games e o merecido premio JoTa também li que ninguém tinha escrito uma resenha sobre o Race For The Galaxy, pensei que poderia faze-lo, minutos depois o Josh responde ao post dizendo que sou tarado pelo RFTG, pior que sou mesmo... e agora “tenho que fazer a resenha”!

Para falar do jogo, preciso falar um pouco da copia no meu grupo.

O adquiri com o Charlie (Blacktorn) que é de um estado muito, muito distante daqui juntamente com o Dominion. Os dois ainda eram lançamentos e sem expansões lançadas ou próximas de caírem no mercado.

Devorei os 2 manuais na noite que chegaram. O Dominion na hora me fez pensar: “É fácil, vai ser fácil de explicar, 5m no máximo..”.

Quando acabei, fui direto para o RFTG e tive as seguintes impressões que hoje já se maturam em uma grande paixão por este jogo de cartas.

RACE FOR THE GALAXY

Race For The Galaxy começou a ser desenvolvido quando Thomas Lehmann começou a trabalhar em uma versão de cartas do famoso Puerto Rico em paralelo com a do próprio Andréas Seyfarth. Os resultados de seus feitos não fazem parte do que veio a se tornar o San Juan, mas ele continuou a desenvolver o seu conceito tomando o tema e outros elementos de um jogo de cartas anteriormente desenvolvido e que não chegou a ser publicado. (Adaptação BGG)

A caixa: do tamanho da caixa do Carcassonne (Também da Rio Grande Games) agrada bastante aos olhos.

Na frente da caixa tem uma ilustração de uma grande base e naves espaciais na frente de um planeta. O nome do jogo em cima da ilustração em fonte quadrada e com mudanças de tons do azul para o branco lembra aquelas telas iniciais de vídeo-game onde que pisca os dizeres “PRESS START”.

Lateralmente o “Press Start” brilha igualmente ao da frente em todas as direções e dispõem informações como ser um jogo de 2 a 4 jogadores, idade indicada 12 anos para cima e o tempo previsto 30 minutos nos fazendo pensar ou associar que ali dentro podemos encontrar uma grande fita cassete como um clássico de Ficção científica.

Em todas as laterais também se lê o logo do seu editor, Rio Grande Games, empresa reconhecida pelo amplo leque de bons títulos, e que se consolidou no mercado fabricando seus jogos junto com os editores originais.

Quando abrimos a caixa nos deparamos com 2 decks de cartas, o manual, uma cartela de chips de pontos de vitória azuis bem cortados e com desenho que parece a ficha de um fliperama High-Tech, além do manual e um folder com outros títulos da RGG





Depois de separarmos o baralho temos 5 planetas iniciais, 9 cartas de ações de 4 cores diferentes, cartas de planetas e de desenvolvimento.

O Tema é bem executado proporcionando aos mais experientes uma forte sensação de seqüência em todos os rounds, e onde o conhecimento das cartas existentes junto com a observação do “tabuleiro” dos outros jogadores permitirá um planejamento de colonizações e desenvolvimentos a seguir.

O jogo utiliza a mecânica de seleção de papéis, conhecida por ser a mesma do Puerto Rico, onde todos recebem a ação do papel, sendo que quem o escolheu tem uma bonificação extra.

Você será convidado com os papéis a:



Explorar (Explorer): Descobrir novos planetas, conquistas, desenvolvimentos e oportunidades.

Assentar (Settle): Caso seja militarmente, mostrar sua força militar e convencer os habitantes que você é o novo chefe do pedaço, ou se for não militar, convencer um mundo não aliado a se alinhar aos seus.

Desenvolver (Develop): Fundar ou pesquisar novas tecnologias e capacidades sociais.

Produzir (Produce): Gastar tempo produzindo materiais crus no seu império.

Consumir (Consume): Consumir matérias crus e criar bens a partir deles em forma de pontos de vitória, novas pesquisas ou dinheiro (cartas)

Apesar da facilidade principalmente para quem já jogou Puerto Rico, a curva de aprendizado é grande. Os símbolos presentes nas cartas podem confundir os iniciantes que recorrentemente poder ter que fazer uso do manual ou algum tipo de referencia até ter a complexa assimilação do que cada símbolo significa.

Porém para os que transpõem esta barreira, o jogo se mostra tão envolvente como Puerto Rico com a diferença de não passar a sensação que você construiu e prosperou uma capitania, mas que a galáxia é sua!

Não é um jogo de conseguir se explicar as regra em 5 minutos, nem muito menos de na primeira segunda partida já conseguir ter uma clara idéia de como buscar a vitória.
Só que para os que vão além, o prazer de uma partida de Race For The Galaxy pode virar verdadeiras epopéias espaciais, perdendo ou ganhando, quando se olha para os seus mundos e desenvolvimentos você consegue visualizar a magnitude do grande criador que pelo menos nesse universo foi... Você!

Para os que ainda não jogaram vale a pena tentar e quem sabe como eu... Apaixonar-se por esse “indispensável” no gênero ficção cientifica, seleção de papéis.

Termino essa resenha meio frustrado por não ter conseguido a tempo fotos do meu RFTG personalizado(Fico devendo) e por mesmo com tantas palavras achar que falta algo... fica para as expansões que futuramente estarão presentes também no JOTA.

Abraço para todos.

Luis Magalhães (Tistu)"

Amigo mais uma vez obrigado... muito bom...

Agora terminada mais essa etapa um breve review de tudo que ocorreu nessa etapa e planos para os próximos capítulos

Braços,
Bira

domingo, 30 de agosto de 2009

Jogo de criança?

Buenas... a categoria foi a de melhor jogo infantil...o vencedor foi o Zooloretto...
Mas seria jogo pra criança? Brincar não seria coisa de criança? Jogar não seria brincar?

Não quero teorizar nem criar essa polêmica... O 2o. Prêmio JoTa está se aproximando e já fica a pergunta...como definiremos jogo infantil?





Mas enfim... após divagar passo a voces o jogo Zooloretto sua definição feita pelo amigo Edu Alpendre e já postada em seu blog: Alpendre Lúdico: http://alpendreludico.blogspot.com/ e na Ilha do Tabuleiro: http://www.ilhadotabuleiro.com.br/ aliás as imagens foram retiradas dessas duas fontes...

"Zooloretto, é um jogo de Michael Schacht, para 2 a 5 pessoas, com idade a partir de 8 anos e tempo estimado de uma partida em 45-60 minutos.


Passo-a-Passo

Cada jogador representa um dono de zoológico, com o objetivo de trazer a maior quantidade possível de visitantes para o seu zoo.
Cada zoológico possui 3 jaulas (mais uma se for expandido), cada jaula comporta uma única espécie de animal, quando um casal é colocado em uma jaula, nasce um filhote. O zoológico ainda conta com alguns lugares aonde podem ser colocadas vendas, para aumentar o número de visitantes, e um local aonde são colocados os animais que não podem ser colocados nas jaulas, por falta de espaço.
Os jogadores executam uma ação por turno, que pode ser: carregar um caminhão, fazer uma ação de dinheiro ou pegar um caminhão.
Em “carregar um caminhão”, o jogador tira um tile de um saco, e o coloca em um dos caminhões com espaço livre (cada caminhão tem 3 espaços, e tem um caminhão por jogador). O tile pode ser um animal, uma venda ou uma moeda.
Em “fazer uma ação de dinheiro”, o jogador gasta moedas para fazer uma das seguintes ações: expandir o seu zoológico; descartar um tile; trocar animais de jaulas; comprar um tile de outro jogador.
Em “pegar um caminhão”, o jogador recolhe um caminhão (não importa quantos tiles estejam nele) e coloca os tiles no seu zoológico. A rodada termina quando todos os jogadores pegarem um caminhão.
Quando os últimos 15 tiles entrarem em jogo (são separados no começo da partida) inicia-se, então a última rodada.
No final do jogo, os jogadores ganham pontos pelas jaulas, se estiverem cheias ou faltando apenas um lugar, e pelas vendas. Eles perdem pontos por cada tipo de tile que sobrar no zoo, sem um lugar adequado.
Quem conseguir mais pontos vence a partida.
Zooloreto é um bom jogo para ser jogado com a família, as regras são fáceis, exige alguma estratégia e planejamento para se sair bem, porém o fator sorte existe, em pequenas doses."

Obrigado ao Edu, a ilha pela permição da publicação...

Falta somente mais uma apresentação de indicados: o Race...

Esperamos a participação de vcs e a apreciação, para darmos continuidade ao projeto JoTa...

Abraços aos amigos...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

É light: não engorda e não faz mal...

Pois bem amigos da JoTa...vamos nós ao vencedor na categoria melhor jogo leve...light...
Com a palavra mais um amigo do grupo GamersPoA o famoso Renato, vulgo Gaudério...
"Possível de ser jogado com 2 a 4 jogadores.
A ideia do jogo é descobrir qual das empresas familiares de correios consegue atender as necessidades da Alemanha e arredores. Para vencer o jogo, é necessário acumular o maior numero de pontos possiveis e, para tanto, a empresa precisa atender o maior numero possivel de cidades construindo rotas.
O jogo tem um quê de sorte, pois na sua vez de jogar as cartas disponiveis para construir estradas fazem muita diferenca (e se tiveres muito azar, pode perder uma estrada em andamento).
Devido ao fato do jogador poder encerrar a estrada somente quando quiser e, enquanto está aberta, ele tem a obrigação de colocar pelo menos uma cidade (respeitando a rota), caso ele não consiga a carta (azar), ele perde a estrada e passa a levar seria desvantagem no jogo.
Entretanto, a sorte pode ser parcialmente substituida por estrategia se o jogador escolher a profissao correta. Na sua vez de jogar, o jogador tem a possibilidade de acelerar sua estrada, completar sua mao com melhores cartas ou ainda resortear as cartas disponiveis (que é uma roleta russa, pois as cartas resorteadas podem ser piores ainda)....sem contar que o resorteio pode beneficiar ou prejudicar os adversarios, eis que os mesmos podem ou nao estarem aguardando sua vez para pegar uma carta que esta ali, na sua cara, e que é a carta que pode decidir a partida.
Velocidade é fundamental, pois existem bonus diversos para os pioneiros em penetrar integralmente em provincias diversas ou ainda em rotas longas. Esse bonus costuma ser gradual e decrescente,f avorecendo quem conquista o merito em primeiro lugar. A mecanica do jogo é bem equilibrada e, salvo acumulo de azar (perder duas rotas significativas, por exemplo), a partida costuma ser disputada. A media de pontos feita pelo vencedor é de aproximadamente 20 pontos, embora tenha visto partidas com menos pontos para o campeao.
O aproveitamento das peças tambem é importante, pois a partida acaba quando um dos jogadores conquista um certo numero de cidades conforme as "casinhas" que tem disponiveis. Os demais jogadores, se nao fecham esse numero de conquistas, as casinhas que sobram contam pontos negativos, fazendo os bonus perderem um pouco do seu peso.
Por fim, é um jogo divertido, criativo, otimo para iniciantes, nao requer habilidades para calculos e as partidas costumam ser divertidas com dois, tres e quatro jogadores.



sábado, 22 de agosto de 2009

A editora do biênio...Poucas palavras...

Pois aqui vai a entrevista feita com Jay Tummelson, dono da Rio Grande Games...
Tirem suas conclusões...
Endereço da Editora no Boardgamegeek http://www.boardgamegeek.com/boardgamepublisher/3
1)Quando começaram as atividade da Rio Grande Games?
1998

2) Quantos funcionários possui a empresa?
2 eu e minha esposa

3)Qual a cidade sede da empresa?
Tocamos ela direto de nossa casa em Placitas, NM, USA

4) Vcs possuem grande diversidade de jogos, mecânicas e etc, como faz a seleção dos games?
Penso no que os clientes desejam.

5) Aqui no Brasil algumas iniciativas (LUDUS e Jogos a Jato) já trabalharam com jogos da empresa… O que faço se quero passar a vender em minha loja games de vcs?
Nos envie um e-mail e começamos

6) Por que o nome Rio Grande Games?
Atrás de minha casa onde iniciamos a empresa corria o Rio Grande River.

7)Noto nos jogos uma preferência por peças de Madeira ao invés de plástico, algum motivo em especial?
Eu acho a madeira melhor para tocar, mover... e o plástico muito barato pra dar “elegância” ao jogo.

8) Vc normalmente trabalham com euro games, por que a pouca quantidade de jogos de guerra?
É verdade, mas já oferecemos o Friedrich, penso que já temos boas empresas que trabalham com wargames, não precisamos de mais.

9) Qual o jogo mais vendido e o menos feliz em relação a vendas?
Carcassonne ainda é o mais vendido, já tivemos alguns que não foram tão bons com as vendas como esperamos, mas nunca um fracasso total.

10) Conhece o Brasil, tens algum plano para visitar nosso país?
Sim conheço, mas não penso em ir no momento, pois ando muito atarefado

11) Quais planos para o futuro?
Continuar oferecendo bons jogos pro mercado.

12) Mais alguma coisa a dizer?
Apenas que aprecio ao interesse e me coloco a disposição pra qualquer dúvida e estamos sempre dispostos a ajudar qualquer jogador no mundo a foraObrigado pelo prêmio e pelo interesse na Rio Grande Games.


Bem algo pouco latino né...poucas palavras...mas solicito e bem rápido em retornar as respostas...
Até a próxima...


sábado, 8 de agosto de 2009

Compre Online...Importe com ele...

Pois então pessoal abaixo temos a entrevista feita a Boards and Bits e respondida pessoalmente pelo Tom o “dono” da firma... que moral pro JoTa hein!!!

Parabéns Tom, parabéns B&B pela vitória no prêmio melhor loja online…


Vamos à entrevista:

JoTa: quem é a B&B? onde é localizada a empresa e quantas pessoas trabalham com vcs? Who are Boards and Bits? Where is the location and how many people work for make all in the right place?
B&B: Boards & Bits é localizada Spokane, WA e é tocada por 3 funcionários (eu e mais 2) sendo que um foi contratado somente essa semana...

JoTa: Vc faz alguma seleção dos jogos a vender ou simplesmente põe a venda jogos? B&B: Minha filosofia é dê a eles o que eles querem. Se o comprador quer algo e eu não tenho penso, estou fazendo algo errado. Não devo ser eu quem decide o que comprar, quem decide o que comprar é quem compra de mim.

JoTa: Vc sabia ter tantos “fãs” aqui no Brasil? Vende bem pra nós?
B&B: Vc sabia que o Brasil é meu #1 em vendas no mundo (for a o USA), mas vcs estão seguidos bem de perto pela Rússia. Pra mim inicialmente era uma grande surpresa, hoje enviamos muitos jogos pra vcs todas as semanas...

JoTa: Conhece o Brasil, pensa em nos visitar?
B&B: Com certeza amaria conhecer o Brasil, penso ainda que minha esposa e filhos gostariam ainda mais. Mas na verdade não sou um grande viajante. Mas se um dia quiser uns bons dias de descanso da Boards & Bits quem sabe não conheço o seu país.

JoTa: Aqui no Brasil temos alguns problemas quanto a importação (como taxas abusivas por exemplo), outros locais tem o mesmo problema?
B&B: Sim isso é bem comum pelo mundo e fazemos o que é possível pra ajudar, mas com certeza o que fazemos não é a solução e sim brigar pelos seus direitos... algo feito recentemente na Austrália.

JoTa: Às vezes vc deve ter recebido de alguns clientes brasileiros o pedido de mandar os jogos como “gift”, ou valor de $50,00 ou menos... como vc sente sobre isso?
B&B: como eu já disse faço o que posso... Porém sem exageros, tem pessoas que me pedem cada coisa!!!

JoTa: Qual jogo vc vende muito e qual vende mal? Existe mudanças sazonais, ou uma tendência?
B&B: Existem sim alguns jogos que nunca vendi uma cópia sequer... já os mais vendidos, é só dar um click lá no meu link de jogos mais vendidos...

JoTa: Se vc vende um game e ele “desaparece” qual o protocolo da empresa?
B&B: Em 6 anos de existência, fatos como esses só ocorreram algumas poucas vezes. Nós costumamos contatar a USPS e se ela não reconhece o sumiço, pouco podemos fazer, infelizmente. Sei que essa não é uma boa reposta, mas não podemos simplesmente nos basear no fato citado pelo comprador não é? Mas procuramos fazer o melhor possível para resolver da melhor forma o ocorrido, por sorte casos assim são pouquíssimos freqüentes.

JoTa: Vcs estão sentindo a crise mundial?
B&B: Não sentimos não... Acho que pelo fato das pessoas terem menos dinheiro pra gastar em outras coisas maiores, elas estão “investindo” em games que são relativamente baratos e uma boa forma de passar tempo e se divertir...posso dizer que esse ano estamos com as vendas muito bem... E a tendência é só melhorar…

JoTa: Gostaria de acrescentar mais alguma coisa?
B&B: Gostaria de agradecer mais uma vez aos gamers brasileiros, os quais tem nos dado Preferência nesses anos, esperamos sinceramente poder continuar servindo e cada vez e melhor por anos e anos.
Mais uma vez obrigado ao hoje amigo Tom, e a todos que acompanham, particpam, torcem pro JoTa...
Um abraço e até a próxima...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Party Games!!!!

O conceito de Party Games é pra mim algo relativamente estranho... até por que party é festa e no meu entender jogos são festas eu faço festa mesmo... Bom o "eu" não tem importância sobre o aspecto comunidade que o hobby representa e nesse geral PArty Games é uma classificação aceita, assim como wargames e etc...
No JoTa temos uma categoria de premiação específica pra esse tipo de jogo...e o vencedor foi o Cash'n guns seguido de perto pelo Jogo da Fronteira ou Hart an der Grenze...
Pra falar sobre os games um maigo de grupo Cristiano que já nos ajudou na tradução da entrevista com Martin Wallace...
Com a palavra o amigo que fez questão de resenhar os dois jogos dado sua experiência de estrear o game nacional com o próprio autor...




"Cash'n Guns o vencedor

Sempre que penso em Cash'n Guns a primeira imagem que me vem a cabeça é a do filme Cães de aluguel. E o clima do jogo é esse mesmo, bem Tarantino. A comparação do jogo com o filme é inevitável pra quem conhece e gosta do estilo, mesmo porque o próprio filme tem algo de lúdico. Os nomes das personagens (Mr. White, Mr. Organge, Mr.Pink, etc.), por exemplo, remetem à escolha de pecinhas no começo dos jogos (“o verdinho é meu!!!”). Neste jogo, no entanto, não se escolhem cores mas sim personagens e ironicamente a única personagem com nome de cor não tem seu correspondente no filme: Mr. Black.
Com tanta coisa em comum fica a pergunta: quem não se diverte com os filmes deste brilhante diretor? E da mesma forma, quem não se diverte com um bom party game? A resposta para ambas as perguntas é a mesma: NINGUÉM.
Do eurogamer mais crítico até o wargamer mais purista, não há quem não dê boas risadas com o Cash'n Guns. É daqueles fillers que sempre que se põem à mesa dificilmente é jogado uma vez só. Isso talvez se deva ao clima descontraído e ao mesmo tempo extremamente competitivo que o jogo cria. São poucos os jogos ditos “leves” que conseguem essa façanha. Sim, porque seria muito fácil dizer que um party game agrada não gamers, a prova de fogo para este tipo de jogos é agradar aos grandes apreciadores dos jogos de tabuleiro. Vamos tentar entender então porquê este jogo foi escolhido pelos gamers como o melhor desta categoria.



A começar pela caixa e seu conteúdo: pecinhas em papelão duro, bem resistente e um baralho com várias cartas para o jogo normal e suas variantes, tudo de excelente qualidade e bom gosto, além de seis pistolas de espuma. As armas são o que mais fazem sucesso e caso você não goste das de espuma, pode usar quaisquer outras de brinquedo que tiver em casa.
A mecânica não poderia ser mais simples: todos se ameaçam mutuamente, cada um escolhendo um outro jogador para atirar; quem amarela sai, os bravos ou estúpidos que não largarem o osso resolvem suas cartas, até então fechadas, e vêm quem foi alvejado ou não; quem sobrar de pé divide “irmanamente” a grana. Assim que o dinheiro para divisão acaba todos contabilizam seus ganhos e quem tiver mais dinheiro vence.
Explicando assim parece simples demais para ser interessante. E é. O grande tempero deste jogo na verdade são os próprios jogadores. É realmente engraçado como as pessoas se comportam em jogos de alta interação social. Da última vez que joguei, por exemplo, me recusei a desistir de uma partilha mesmo com três pessoas apontando suas armas para mim. Acabei morrendo em uma das primeiras rodadas. Em jogos que permitem eliminação de jogadores, como é o caso do Cash'n Guns, quando isso acontece, normalmente o jogador eliminado vai para o limbo das revistas em quadrinho, do videogame, ou de alguma mesa paralela com um joguinho amigo para se jogar a dois com outro jogador eliminado anteriormente ou com aquele amigo que chegou atrasado. Pois para mim a diversão continuou mesmo fora do jogo. Me atrevo a dizer que me diverti tanto quanto quem continuou na partida. Quantos jogos você consegue pensar que são bons até mesmo “só de se olhar”?

Eu tenho essa história interessante e provavelmente todos os que já jogaram têm alguma história engraçada também. Este é outro indício de que um jogo é realmente bom: sempre nos lembramos deles, mesmo quando não estamos à mesa, jogando. E como bem sabemos, todo jogo que é lembrado, acaba voltando logo pra mesa.



Hart an der Grenze (Jogo da Fronteira) o segundo colocado

Numa dessas FPTs, quando ainda existia a FPT, tive uma experiência única: a de praticar um jogo cujas regras foram explicadas ao meu grupo por um dos criadores do jogo em pessoa. Me lembro que o jogo, recém lançado, estava sendo disputado à tapas pelos participantes do evento que queriam experimentar o tal “jogo dos brasileiros fabricado na Alemanha”. Esperamos bastante até que um exemplar do jogo ficasse livre, mas a espera valeu à pena.
Durante todo o evento tanto o Sérgio (Halaban) quanto o (André) Zatz circulavam por entre as mesas mostrando a novidade conversando com os amigos gamers e, obviamente, jogando. Quando finalmente eu e meus amigos pusemos nossas mãos no jogo, demos a sorte de pegarmos o Zatz “passando por ali” e o convidamos a jogar conosco. Muito educadamente ele nos disse que não poderia jogar pois estava indo participar em seguida de um outro evento dentro da própria FPT, mas prontificou-se a nos ensinar a jogar.
Não sei até onde isso se aplica à maioria dos jogos e como esta foi a única vez que conheci um criador de jogo não posso provar minha teoria mas, me parece que o jogo tende a ter um clima que remete à personalidade de seu criador. O Jogo da Fronteira, como ficou conhecido aqui no Brasil, é um jogo simples, divertido e bem humorado, exatamente como nos pareceu ser o Zatz. Não tive a oportunidade de conversar com o Halaban mas creio, mesmo pelos relatos de amigos, que também é uma pessoa com estas características.
Nos divertimos muito mesmo com o jogo que além de ser muito, mas muito fácil mesmo de se aprender e de se ensinar regras é um jogo bonito (falando obviamente da versão da Kosmos) com partes de excelente qualidade.
No jogo os jogadores são turistas tentando atravessar a fronteira entre EUA e México com produtos legais e/ou ilegais. A cada turno um dos jogadores se revesam no papel de xerife e pede que todos declarem o que estão levando em suas malas (as malas são latinhas muito bonitas, com desenhos que imitam uma mala de verdade e onde são colocadas as cartas dos produtos que ficam fechadas nas mãos dos jogadores). Depois de ouvir todas as declarações ele pode escolher um dos jogadores e pedir que abra sua mala para ser examinada. Se o jogador tiver declarado corretamente o que há em sua mala ele então recebe uma indenização; se tiver declarado algo diferente, tem que pagar uma multa e os itens não declarados são confiscados. No final todos tentam vender o que conseguiram atravessar dando prioridade a quem tiver maior quantidade de cada um dos diferentes produtos.
Obviamente os bons blefadores levam vantagem na hora de declarar o que levam em suas bagagens. Outra grande sacada do jogo é que quando alguém é escolhido para ter sua bagagem examinada, esta pessoa ainda pode tentar “negociar” com o xerife para ter sua bagagem liberada sem maiores constrangimentos. Todo este clima de negociações e blefes fazem dele um jogo muito divertido.




Já o que não teve nada de divertido foi o destino que o jogo teve aqui, ironicamente, na terra de seus criadores.
Pouco tempo depois do lançamento do jogo pela Kosmos a Estrela lançou uma versão tupiniquim do jogo numa rara demonstração de reconhecimento e boa vontade de uma das grandes fabricantes nacionais de brinquedos. A versão nacional não tinha nem de perto a qualidade do jogo europeu, mas só a coragem de investir na idéia já é algo digno de nota. Infelizmente, meses depois, a Receita Federal inciou uma caçada a ao jogo sob o pretexto de que o jogo ensinaria as crianças a subornar autoridades.
Me desculpem o tom desesperançoso. Esta não deveria ser a tônica para encerrar uma resenha sobre um dos vencedores de um prêmio, mas é inevitável deixar de pensar como é triste viver entre hipócritas. Os maus exemplos estão nos noticiários recheados de Delúbios, Sarneys e Yedas e não nos tabuleiros, video-games e RPGs. Como se não bastasse todas as dificuldades que temos para importar o objeto de nossos hobbies devido as inclementes e muitas vezes indevidas sobretaxas que incidem sobre os jogos e o total descaso e desrespeito das industrias de brinquedos nacionais que contumazmente plageia jogos europeus lançando-os aqui sem a prévia autorização dos detentores dos seus direitos de publicação. Isso, a Receita Federal não vê (ou não considera um mal exemplo).
Cresci jogando jogos de tabuleiros, RPG e video-game com meus amigos e não sei de ninguém, nem eu, nem nenhum deles ou qualquer pessoa com uma formação lúdica, que tenha se tornado um assassino, estelionatário, ou qualquer outra sorte de marginal; muito pelo contrário, somos todos cidadãos honestos, de bem e que pagam muito mais ao governo (à Receita Federal inclusive) do que seria justo.

P.S.: Se você tem espírito anarquista como eu e quer experimentar outros excelentes jogos politicamente incorretos, aí vão duas sugestões: “Pimp: The Backhanding” e “Funny Friends”."


Bom povo de minha terra é isso... ainda flatam alguns vencedores...sei que o ritmo de postagens diminuiu...é muito complicado fazer "solito" embora receba a ajuda dos amigos que particiaram até agora, seria necessário mais ajuda tendo em vista que temos outras atividades né...mas vamos lá...
Um abraço
Bira